{"id":2781,"date":"2020-12-14T19:10:55","date_gmt":"2020-12-14T22:10:55","guid":{"rendered":"https:\/\/pixforce.ai\/?p=2781"},"modified":"2023-09-02T19:17:46","modified_gmt":"2023-09-02T22:17:46","slug":"o-uso-de-drones-e-o-seu-futuro-o-que-vem-pela-frente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pixforce.com\/pt-br\/o-uso-de-drones-e-o-seu-futuro-o-que-vem-pela-frente\/","title":{"rendered":"O uso de drones e o seu futuro: o que vem pela frente?"},"content":{"rendered":"<p>O modelo que se fixou no imagin\u00e1rio coletivo quando fala-se do <strong>uso de drones<\/strong> foi desenvolvido em 1977 pelo engenheiro israelense Abraham Karem. Nessa \u00e9poca, 30 pessoas precisavam operar o drone.<\/p>\n<p>A princ\u00edpio, o objetivo das aeronaves n\u00e3o tripuladas era, basicamente, <strong>cumprir miss\u00f5es militares<\/strong> que envolviam risco de vida a seres humanos. Entre essas miss\u00f5es estavam resgate em inc\u00eandio e quest\u00f5es de seguran\u00e7a n\u00e3o militar, o que permitia o monitoramento ou ataque de regi\u00f5es. N\u00e3o era uma ferramenta aparentemente escal\u00e1vel, a princ\u00edpio.<\/p>\n<p>No Brasil, foi apenas em 1983 que o <strong>primeiro ve\u00edculo a\u00e9reo n\u00e3o tripulado<\/strong> levantou v\u00f4o. Era um modelo BQM1BR fabricado pela Companhia Brasileira de Tratores e seu objetivo era servir como alvo a\u00e9reo.<\/p>\n<p>De l\u00e1 para c\u00e1, acompanhando o boom do avan\u00e7o tecnol\u00f3gico e da digitaliza\u00e7\u00e3o, o uso de drones recebeu diversos desenvolvimentos e deixou de ser uma <strong>ferramenta de uso militar<\/strong>. Cada vez mais ganha popularidade como recurso para fotografia e v\u00eddeo, monitoramento e vigil\u00e2ncia, resgates, entregas e muitas outras utilidades.<\/p>\n<p><strong>LEIA TAMB\u00c9M:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/www.pixforce.com.br\/post\/vis%C3%A3o-computacional-um-sistema-de-vis%C3%A3o-inteligente\">Vis\u00e3o Computacional: Um Guia Completo para tirar suas d\u00favidas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/pixforce.com.br\/inspecao-das-linhas-de-transmissao-por-drone\/\">Inspe\u00e7\u00e3o com drone no setor el\u00e9trico<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<h2>VANTs x RPAS x Drones<\/h2>\n<p><strong>Ve\u00edculos a\u00e9reos n\u00e3o tripulados (VANTs)<\/strong> \u00e9 o termo oficial designado pelos \u00f3rg\u00e3os reguladores de transporte a\u00e9reo no Brasil. Se refere a qualquer equipamento que entre no espa\u00e7o a\u00e9reo sem estar tripulado por um ser humano. A diferen\u00e7a do VANT para um aeromodelo \u00e9 o objetivo: <strong>aeromodelos<\/strong> s\u00e3o utilizados para fins exclusivamente recreativos ou competitivos.<\/p>\n<p>RPAS \u00e9 a sigla para Remotely Piloted Aircraft System (em portugu\u00eas, traduz-se para Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada) e se refere a todo o <strong>conjunto de recursos necess\u00e1rios<\/strong> para o lan\u00e7amento de um VANT. Isso inclui o piloto remoto, esta\u00e7\u00e3o de pilotagem, equipamentos para lan\u00e7amento e recupera\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n<p>Drones \u00e9 o termo coloquial e utilizado amplamente no vocabul\u00e1rio geral para se referir aos VANTs. Em ingl\u00eas, a palavra significa \u201czang\u00e3o\u201d, uma<strong> alus\u00e3o ao zumbido<\/strong> alto que o equipamento faz durante o uso, semelhante ao inseto.<\/p>\n<h2>Uso de drones: Mercado em expans\u00e3o<\/h2>\n<p>Com uma fatia de mercado na casa dos US$ 14 bilh\u00f5es, os drones est\u00e3o ganhando mais espa\u00e7o no mercado mundial. Este foi o apontamento feito pela <strong>revista Forbes<\/strong> em 2019, ao avaliar o mercado global da ferramenta. No Brasil, as aplica\u00e7\u00f5es dividem-se em cerca de 40% no setor de infraestrutura, 25% na agricultura e os demais ficavam com os setores de minera\u00e7\u00e3o, entretenimento, seguran\u00e7a e log\u00edstica.<\/p>\n<p>A tend\u00eancia \u00e9 que este mercado continue expandindo, conforme previs\u00e3o feita pela Drone Industry Insights, que projeta para 2024 uma fatia de mercado de US$ 44,1 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00c9 praticamente imposs\u00edvel <strong>desassociar tamanho crescimento<\/strong> das implementa\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas nos drones e seus usos cada vez mais t\u00e9cnicos e sofisticados na solu\u00e7\u00e3o de problemas humanos. Al\u00e9m disso, o <strong>uso de drones<\/strong> na agricultura de precis\u00e3o se reflete nas estat\u00edsticas, com o setor de agricultura figurando como o segundo setor que mais utiliza drones no Brasil.<\/p>\n<h2>Por que os drones s\u00e3o t\u00e3o populares?<\/h2>\n<p>A popularidade dos drones est\u00e1, principalmente, na <strong>facilidade<\/strong>, tanto no uso quanto na resolu\u00e7\u00e3o de problemas. Tarefas manuais e\/ou arriscadas podem ser agilizadas, otimizadas e facilitadas com o uso de drones ao inv\u00e9s da <strong>m\u00e3o de obra humana<\/strong>. Al\u00e9m disso, os drones agregam valor aos servi\u00e7os e neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>O potencial de uso e desenvolvimento \u00e9 enorme, oferecendo <strong>solu\u00e7\u00f5es disruptivas<\/strong> para todos os setores da Ind\u00fastria. O uso de drones tamb\u00e9m seguem na mesma dire\u00e7\u00e3o da Ind\u00fastria 4.0, automatizando, <strong>digitalizando e revolucionando<\/strong> os modos de trabalho e produ\u00e7\u00e3o industrial em n\u00edveis globais.<\/p>\n<p>Entre seus principais benef\u00edcios, destacam-se a redu\u00e7\u00e3o de riscos, tanto para seres humanos quanto para produ\u00e7\u00e3o; <strong>redu\u00e7\u00e3o de custos<\/strong> em tarefas que despendem tempo e grandes esfor\u00e7os, como manuten\u00e7\u00f5es e inspe\u00e7\u00f5es remotas e arriscadas (neste campo, a <a href=\"https:\/\/pixforce.com.br\/pix-grid-conheca-os-diferenciais-empregados-na-tecnologia-por-drones\/\">inspe\u00e7\u00e3o de torres de transmiss\u00e3o de energia el\u00e9trica<\/a>, um dos projetos da Pix Force, \u00e9 um grande exemplo das <strong>vantagens do uso de drones<\/strong>); melhorias na qualidade e agiliza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e produtos; auxiliar na tomada de decis\u00f5es de maneira r\u00e1pida e pr\u00e1tica.<\/p>\n<h2>Mas como tornar escal\u00e1vel o uso de drones?<\/h2>\n<p>Segundo a ANAC, a opera\u00e7\u00e3o de drones em linha de visada visual consiste em uma opera\u00e7\u00e3o de acordo com <strong>condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas visuais<\/strong>, isto \u00e9, que permitam que o piloto mantenha contato visual direto com o drone a todo momento.<\/p>\n<p>Isso precisa ser feito de modo que o piloto consiga realizar o v\u00f4o sem aux\u00edlio de controladores de v\u00f4o e possa observar por conta pr\u00f3pria o manuseio do equipamento. O objetivo \u00e9 <strong>evitar colis\u00f5es<\/strong> com outros drones, aeronaves e obst\u00e1culos.<\/p>\n<p>Para que os drones possam expandir ainda mais e explorar novas potencialidades disruptivas e realmente inovadoras, \u00e9 preciso explorar tamb\u00e9m o <strong>gerenciamento de tr\u00e1fego<\/strong> do sistema de aeronaves n\u00e3o tripuladas (Unmanned Aircraft System Traffic Management \u2013 UTM).<\/p>\n<p>O UTM \u00e9 um subsistema do ATM (Air Traffic Management \u2013 Controle de Tr\u00e1fego A\u00e9reo), o mesmo que gerencia v\u00f4os de avi\u00e3o, helic\u00f3pteros e outras aeronaves tripuladas. No entanto, \u00e9 uma divis\u00e3o criada especificamente para <strong>lidar com os RPAS<\/strong> e engloba fun\u00e7\u00f5es a\u00e9reas e terrestres.<\/p>\n<p>Trata-se de uma infraestrutura que permite que os drones entendam as condi\u00e7\u00f5es do mundo ao redor e trocar informa\u00e7\u00f5es com outros drones, aeronaves tripuladas, operadores de espa\u00e7o a\u00e9reo e outros <strong>stakeholders<\/strong>.<\/p>\n<h2>O que esperar para um futuro n\u00e3o t\u00e3o distante?<\/h2>\n<p>De entregas inteligentes at\u00e9 carros voadores: a realidade est\u00e1 avan\u00e7ando cada vez mais nessa dire\u00e7\u00e3o. O que pode tornar isso poss\u00edvel \u00e9 a implementa\u00e7\u00e3o do UTM e os drones s\u00e3o o primeiro passo para um bem-sucedido compartilhamento de um j\u00e1 engarrafado espa\u00e7o a\u00e9reo. Por meio da troca de comunica\u00e7\u00e3o, dados e \u201ddeconfliction\u2019\u2018 (redu\u00e7\u00e3o ao m\u00e1ximo de riscos de incidentes a\u00e9reos), as bases de uma economia pr\u00f3spera para os drones s\u00e3o implantadas de<strong> forma eficiente<\/strong>, confi\u00e1vel e escal\u00e1vel.<\/p>\n<p>Atualmente, j\u00e1 existe tecnologia de UTM suficiente para mostrar na pr\u00e1tica que \u00e9 poss\u00edvel<strong> tornar os drones<\/strong> uma tecnologia que seja parte da <strong>vida cotidiana<\/strong>, em opera\u00e7\u00f5es mais complexas e sofisticadas. Apesar disso, essa tecnologia ainda est\u00e1 nos seus prim\u00f3rdios e tem muito o que evoluir e aprimorar at\u00e9 estar solidamente robusta.<\/p>\n<p>Os alicerces est\u00e3o sendo implantados, mas ainda existe um longo caminho at\u00e9 tornar o neg\u00f3cio de drones se tornar <strong>plenamente escal\u00e1vel<\/strong>. Tecnologias de navega\u00e7\u00e3o e conectividade s\u00e3o dois fatores-chave para que haja a transi\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio de drones em um business escal\u00e1vel at\u00e9 em altos n\u00edveis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O modelo que se fixou no imagin\u00e1rio coletivo quando fala-se do uso de drones foi desenvolvido em 1977 pelo engenheiro israelense Abraham Karem. Nessa \u00e9poca, 30 pessoas precisavam operar o drone. A princ\u00edpio, o objetivo das aeronaves n\u00e3o tripuladas era, basicamente, cumprir miss\u00f5es militares que envolviam risco de vida a seres humanos. 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