A busca por eficiência, segurança e conformidade é o foco estratégico de qualquer indústria de alta complexidade. Na Offshore Technology Conference (OTC) no Rio de Janeiro, tivemos acesso a insights cruciais sobre o futuro do setor no Pix Force Podcast, gravado durante o evento.
Em um diálogo com Simão Silva, Country Manager da Oceaneering no Brasil, conversamos como o setor de Oléo & Gás equilibra a necessidade de inovar com tecnologias disruptivas e, ao mesmo tempo, garantir a eficiência operacional de suas atividades.
Conteúdo
O Modelo de Inovação da Oceaneering
A Oceaneering adota uma estratégia de vanguarda, posicionando-se como uma Technology Delivery Company. Sua filosofia de inovação é clara e focada no cliente, conforme comenta o próprio Simao:
“A nossa prioridade número um não é fazer arte, não é fazer pesquisa. Nós fazemos um pouco para que [a Oceaneering] continue na frente da tecnologia… Mas nosso objetivo principal hoje é a identificação de tecnologias que estão no mercado e possam ser agregadas ao nosso portfólio e que aumentem a geração de valor para o nosso cliente final.”
O modelo de inovação da Oceaneering se baseia em parcerias , buscando empresas que possam desenvolver a tecnologia, e concentrando-se na execução e prestação de serviço.
O Digital Twin
O futuro da segurança e da inspeção está focado em remover o fator humano de ambientes de alto risco. A Oceaneering exemplifica essa estratégia com a aquisição da GeoSLAM.
O insight central dessa tecnologia é a criação do “Digital Twin” (Gêmeo Digital) a partir do escaneamento do ativo real, e não apenas do desenho, reconhecendo as modificações que ocorrem ao longo de 10 a 40 anos de operação.
Essa tecnologia aponta diretamente para o futuro, com foco em ter menos pessoas em áreas de risco.
“Num futuro não distante, você não vai precisar ter pessoas correndo a plataforma toda fazendo escaneamento… Você vai ter um robô andando pela plataforma… E aí você vai ter uma pessoa que só vai olhar pra anomalia. Então você faz a gestão com base na exceção e não mais a gestão com base na inspeção do pacote todo…” — Simao Silva.
Impacto da IA no dia a dia do trabalhador
O impacto da Inteligência Artificial e da robótica no ambiente de trabalho já é tangível e se traduz em um ROI claro.
Um caso interno da Oceaneering ilustra a aceleração de processos: dois engenheiros dedicavam um mês inteiro à revisão manual de relatórios offshore. Um deles criou uma automação para a verificação de desvios, reduzindo o tempo de trabalho para apenas 30 minutos.
A IA elimina a inspeção manual e libera a equipe para focar em ações mais estratégicas.
A conclusão é uma expansão do mercado: a tecnologia cria novas oportunidades em todos os mercados, causando expansão desses setores e suas tecnologias.
O Dilema da Inovação no Óleo e Gás
O Brasil se destaca globalmente pelo potencial de desenvolvimento de tecnologia. O setor de Óleo & Gás é fomentado por um motor de inovação de escala monumental, sobre que Simao comenta o seguinte:
“Existe um fundo de investimentos que é fomentado pela ANP através de regulamentação, que obriga com que as empresas produtoras de óleo e gás dediquem parte desse dinheiro e 1% do lucro líquido deles para fundos de pesquisa. E hoje esse dinheiro, ele soma uma quantidade aproximada de 3 bilhões de dólares por ano disponíveis para a indústria.”
Apesar da magnitude do capital, a Oceaneering aponta para os desafios de acesso. A maior parte desse capital é direcionada para universidades, enquanto os problemas que exigem o investimento de P&D começam na operação.
“O legal é que eu acho que o Brasil cai muito bem nessa interseção desses três pontos. Então, apesar disso, a gente ainda não desenvolve muita tecnologia no Brasil por conta dos entraves da burocracia para o acesso a esse [fundo] tecnológico.” — Simao Silva, Brazil Country Manager at Oceaneering.
Solução para um Problema Real
Simão Silva conclui a conversa com uma reflexão poderosa que deve guiar qualquer empresa de tecnologia B2B: evitar o desenvolvimento de que não resolvem um problema real da indústria.
“Eu consigo ver que inúmeros operadores no Brasil e no mundo desenvolveram tecnologias que não servem para nada… tem zero de aplicação prática comercial.”
Segundo Silva, o foco deve ser a eliminação de dores concretas:
“A primeira reflexão é o problema que eu estou tentando resolver e, com base nisso, construir o seu case de desenvolvimento de solução na eliminação de um problema que vai gerar valor para a indústria…”
O insight que fica é que a inovação é sobre desenvolver soluções que resolvam problemas reais e gerem valor mensurável para as operações, em vez de apenas perseguir as últimas tendências.
Conclusão: O Caminho para o futuro da indústria
A visão da Oceaneering fornece um mapa claro para a atuação da tecnologia B2B no Brasil: a inovação de sucesso é aquela que resolve um problema do cliente e gera valor prático e econômico.
A Pix Force, com soluções de IA e Visão Computacional, está totalmente alinhada a essa visão: otimizar as inspeções de desvios de segurança e aumentar a segurança das operações.
Assista o episódio completo no YouTube.
Quer saber mais sobre as soluções da Pix Force? Entre em contato através do formulário no site.







